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Nenhuma palavra, nenhum som. A história, simples e impressionante, se passa numa floresta fria e cheia de neve. Lá, um garoto que pensava estar sozinho, percebe que está sendo seguido por um lobo negro. Assustado então, começa a correr com medo do animal. O jogo de contrastes entre o preto e o branco e a diversidade de enquadramentos mantêm o suspense no livro todo. No final, o lobo salta da escuridão sobre o garoto, e é aí que a surpresa chega para o leitor. O inesperado acontece e a história ganha um novo sentido...
O livro Lobo Negro foi inspirado no teatro de sombras, que propõe uma brincadeira de luz e sombra, o que dá a idéia de contrariedade, mostrando , assim, que o lobo pode não ser mau.
O fato de não haver diálogos e textos, mas ilustrações bem elaboradas, implica numa maior preocupação com o foco da história.
Além disso, o jogo de imagens em duas cores permite que as crianças estimulem a imaginação, contando a história com as suas próprias palavras e fazendo com que elas percam o medo do lobo.
O Autor
Antoine Guilóppé passou sua infância na França e decidiu estudar arte na escola de Emile Cohl em Lyons. Sua carreira como autor e ilustrador começou em Paris, quando publicou seus primeiros livros para crianças.
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